O verdadeiro significado de ficar “na margem”

[Você pode ler esse texto ao som de Alessia Cara – Here]

Esses dias aprendi um termo interessante, “ficar na margem”, basicamente é quando a pessoa cria barreiras entre si e os outros em um esforço para evitar a intimidade emocional. Não é preciso um sexto sentido para intuir que, se uma pessoa está em um relacionamento (independente do momento ruim ou do quanto ela expressa o quanto deseja terminar), ela não estará emocionalmente disponível.

Já falei aqui em outro texto sobre se envolver com pessoas indisponíveis, mas de onde vem a incapacidade de comprometer? Por que às vezes fugimos antes da possibilidade de iniciar um relacionamento estável? Pode ser o  medo do abandono ou invasão que escondem esse problema.

O medo do compromisso é nada menos que o medo do que o amor implica, o desafio que nos impõe. Geralmente, se a mulher reclama de falta de compromisso, o homem protesta porque se sente pressionado. Essa queixa sobre a falta de envolvimento se deve, na maioria dos casos, ao medo do abandono. E a resistência à rendição responde, em geral, ao medo de ser invadido.

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Muitas vezes escolhemos pessoas que têm problemas de comprometimento porque temos problemas de comprometimento

decepção

Esses dias tenho conversado muito com diferentes amigas que sempre acabam se decepcionando com um boy, seja ele por não querer algo mais profundo ou porque é comprometido. Depois de uma série de decepções nos meus dois anos de solteirice, não tive escolha a não ser examinar minha própria situação e o papel que estava desempenhando em tudo isso. Foi aí que comecei a notar um padrão. Eu conheci um cara, nós nos demos bem e apenas quando eu comecei a sentir que podia confiar nele, ele se mostrava problemático e indisponível.

Eu então me culpava por ser estúpida o suficiente para experimentar emoções humanas. De verdade, o que eu estava pensando?! Uma vez que descobri porque os escolhia, toda a minha perspectiva mudou. Percebi que a única vez em que queria compromisso de um cara era quando ele mostrava sinais de desleixo ou indisponibilidade emocional.

Em outras palavras, eu só queria quando sabia que no fundo não conseguiria. Costumava desconsiderar isso como “casos inevitáveis”, até que percebi que era porque eu também sou aquela que está emocionalmente indisponível. Toda vez que alguém queria um comprometimento, me apavorei.

Nesses últimos anos, todos os caras com o qual me relacionei deram algum tipo de aviso sobre “apenas sair de um relacionamento” ou “não procurar por nada sério” ou “apenas se concentrar em sua carreira”. Eu iria ignorar essa bandeira vermelha gigante e depois me repreender por fazer algo para afastá-lo quando subconscientemente, eu o escolhi porque eu sabia que ele acabaria fazendo isso.

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