Quanto vale teu trabalho?

Se você trabalha na área de comunicação ou em qualquer outra prestando serviços já deve ter ouvido a seguinte frase quando alguém orçava o valor do freela: “dá pra fazer mais barato?“. Trabalho com marketing digital desde 2011, focada entre outras coisas no marketing de conteúdo.

E por que ele é tão importante?

Porque serve para gerar valor para as pessoas criando uma percepção positiva da sua marca e assim gerando mais negócios. Então não é só sair publicando qualquer coisa. Existe uma análise do mercado, dos concorrentes, busca por imagens (que geralmente se cobra à parte), fora as várias outras etapas como:

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A falta de esforço envenena relacionamentos

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Estava assistindo o filme “Divã” da talentosa Lilia Cabral (não assisti o filme inteiro porque tava passando Are You The One e era o último episódio), e algo que a protagonista disse me chamou atenção, ela falava ao terapeuta sobre seu casamento, e conforme ia descrevendo o relacionamento disse que o marido a olhava com “olhos de mesmice”.

E a cena ia continuando, e a personagem confidenciando a uma amiga sobre como as coisas estavam sexualmente mornas na cama. E claro, como toda amiga bem intencionada aconselhando: “faça algo diferente, é você que tem que inovar”. Me chamou atenção que a responsabilidade de apimentar as coisas tem que ser sempre da mulher, a obrigatoriedade de levar novidades para a cama tem que ser sempre nossa.

Me senti frustrada com isso, lembrando de quantas lingeries ao longo da vida já comprei, quantos produtinhos testei pra ser a pessoa que tenta, de alguma forma, manter a chama acessa.

Mas e o homem? Será que eles pensam que é só comer a mulher bem comido que ta tudo certo? Só isso, e o trabalho deles tá pronto? Será que eles acham que é só colocar de ladinho ou de quatro, ao invés da posição de sempre, que tá beleza?

Esse texto, à principio, era pra falar de rotina, mas sabe eu quero mesmo é falar de SEXO. Me ocorreu que a “novidade” não tem que acontecer só quando o pau tá lá dentro, tem que acontecer no flerte, na sedução, na preliminar, nas pequenas surpresas do dia-a-dia. 

Nos acostumamos a satisfazer nossos desejos na mão mesmo. Assistir um pornô, é mais fácil do que gastar tanto tempo só pra descolar uma foda, não é mesmo? Só que entramos no modo automático, e deixamos de nos importar. Como resultado o sexo vira mais do mesmo.

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Aí começam a surgir as comparações: “ah mas ela não é tão gostosa quanto a do filme”, “ah, mas meu namorado não me joga na parede desse jeito”, “minha namorada não fica meia hora só me chupando”, “meu namorado não explora meu corpo desse jeito”. E por fim, começamos a acreditar que o problema somos nós, tentando encontrar motivos que justifiquem a falta de interesse do outro.

Confesso que, se alguém me olha na rua ou diz que sou bonita eu fico internamente feliz. Faz bem saber que atraímos olhares, mesmo de pessoas que não temos a mínima intenção de atrair.

O que me lembra de outra parte do filme, quando o marido da personagem falava que ela só sabia reclamar e não elogiava mais ele. Que no começo do casamento, ela dizia o quanto ele tinha pernas e um bumbum bonitos.

Assim como gostamos de nos sentir apreciadas, nossos parceiros também gostam, e se não for por nós será por outra pessoa.

Em determinado momento do filme, o casal principal começa a ter um caso. Primeiro o marido, ela ciente, não se importou. Sequer conseguiu culpá-lo, acabou embarcando também em uma “aventura”, que no fim custou seu casamento. Se separam sem brigas, ela tentando entender onde ambos se perderam e ele argumentando que o fim era inevitável.

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Era mesmo?

Será que tudo na vida precisa ser levado nas coxas antes que as pessoas percebam que, a felicidade está bem ali ao lado?

Eu não escrevi esse texto pra mandar você regar seu jardim, cultivar tuas flores e essa porra que todo mundo fala.

Vou apenas deixar uma pergunta: Qual foi a última vez que você surpreendeu quem está ao seu lado?

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Coffin Hill: Crimes e Bruxarias vol 1 floresta da noite

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Quando vi a capa desse quadrinho, sabia logo de cara que ia gostar. Desde o estilo de desenho até a história (sério, as artes do quadrinho são incríveis). Em um primeiro momento Coffin Hill pode parecer um conto adolescente, e no começo da história é o que mostra, a protagonista Eve Coffin, bancando a “revoltadinha”. Uma típica adolescente problemática com uma queda pelo ocultismo, e que acabou flertando com o lado errado, despertando poderes ocultos de nossa realidade.

Mas a história passa rapidamente por esse período e ela cresce, é aí que a coisa toda começa a ficar interessante. Coffin Hill é uma obra de horror que explora o que as pessoas vão fazer, como lidam com poder e coloca em discussão a futilidade que é fugir do passado.

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Apesar de Eve ser a herdeira de uma das mais ricas famílias da Nova Inglaterra, seus ascendentes não vieram no Mayflower, famoso navio que trouxe os peregrinos. Eles são bruxos e suas profundas raízes remetem à cidade de Salem.

A história toma forma quando crianças começam a desaparecer, exatamente como aconteceu quando ela e seus amigos libertaram forças misteriosas na floresta de Coffin Hill, Eve é mais uma vez atraída para a casa que havia abandonado, e para um horror que jamais deixará sua mente. Agora, o único jeito de impedir as trevas é deixar que sua própria escuridão tome conta.

A HQ é criação da romancista Caitlin Kittredge, que teve o interesse por quadrinhos despertado, na faculdade ao ler Sadman. Para ela os editores estão buscando diversidade, indo atrás de todos os tipos de pessoas para escrever e desenhar para eles. “Tem havido um enorme afluxo de talento no campo nos últimos dez anos. Nunca houve um melhor momento para trabalhar em quadrinhos”. Afirmou a autora em entrevista ao blog da DC Comics.

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O primeiro arco é muito sobre Eve em conflito consigo mesma. No final da primeira edição ela volta para sua cidade natal. É o local de seu maior erro, de seu maior arrependimento; é o local de todos os problemas que ela pensou ter deixado para trás com seus segredos de família. Ela realmente apenas tenta, mas não pode escapar disso. Tem que enfrentá-lo e, basicamente, arrastá-lo para a luz do dia porque essa é a única maneira de exorcizar um segredo; trazê-lo à vida. Ela não está realmente certa do que aconteceu naquela noite na floresta, tem suas próprias memórias e outras pessoas que estavam lá têm as suas memórias. E assim, descobrir o que realmente aconteceu, vai ser o que lhe permite tentar colocar esses segredos para descansar.

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A primeira edição foi publicada pela Editora Panini, que informou não ter previsão para uma continuidade da saga.

  • Encadernado
  • 17 x 26 cm
  • 172 páginas
  • Papel LWC
  • Capa Cartão
  • Lombada Quadrada
  • R$ 22,90

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