Carta aberta ao meu perseguidor

Querido, você sabe quem você é…

Você fez questão de dizer desde o início que não é um predador, mas suas ações mostram que o alerta recebido lá no começo era verdade. Você perseguiu meu Instagram, vasculhou meu blog, e Deus sabe como você conseguiu invadir contas que eu nem lembrava que existiam.

O que fez eu me relacionar contigo não era amor, era minha síndrome de salvadora que me faz recolher todos os animais feridos que encontro na rua. Mas a vida me ensinou que não podemos salvar a todos e alguns estão destinados a morrer. Como você, que já estava morto antes mesmo de eu te encontrar. O problema querido, é que eu te deixei em casa enquanto entrava em decomposição e por acreditar que estava fazendo bem, comecei a apodrecer junto contigo. 

Agora estou cortando as partes machucadas em mim e tentando salvar o que sobrou. Nunca me arrependi de nenhum dos meus relacionamentos, por pior que pudessem ter sido, mas você meu bem, ah, você conseguiu o inimaginável. Você despertou em mim um arrependimento genuíno por ter desperdiçado minha energia, meu dinheiro e meu tempo numa relação fadada ao fracasso.

Mas sabe, eu preciso te agradecer por ter aprendido que quando um amigo nos alerta devemos escutar. Por aprender a não ignorar nossa intuição.

Vivo uma vida pública com a compreensão de que será acessível a quem estiver interessado nela. Você, juntamente com qualquer outra pessoa que seja inspirada pelas histórias que compartilho, pode apreciar tudo o que disponibilizo. Se uma peça tocante parece ter sido escrita apenas para você ou como se você fosse a única a que ela se aplica – bom. É exatamente isso que a arte deve fazer. Agora, é uma coisa a agradecer. É para isso que gostamos e comentamos nas plataformas de mídia social – um rápido agradecimento a um criador de conteúdo.

Você não percebe que a coisa mais desagradável nessa situação é que desrespeita minha existência como ser humano. Meu endereço digital pode não ter rosto, mas por trás dele sou uma pessoa com vida, interesses, amigos e responsabilidades. Eu tenho permissão para me comunicar com os outros como eu quiser e ninguém tem direito ao meu tempo, não importa quanto barulho o clamor digital deles produz. Estou lhe dizendo isso porque percebo que há uma possibilidade de você simplesmente não entender como suas ações se manifestam.

Este blog é público, assim como todas as minhas outras contas eram antes de você… Não consigo impedi-lo de lê-los. Mas eu desafio você a se olhar no espelho. Por que você está aqui? Lendo isso agora? Tentando ler meu Twitter? Procurando algum pouco de mim que possa encontrar na internet. Você pode parar de ler este blog? Você pode parar de verificar o meu Twitter?

Jack McFarlane perseguindo Kevin Bacon em “Will & Grace” é engraçado. Na vida real? Está fodido. Cyberstalking? Isso é um crime. Você pode não considerar seu comportamento como “perseguidor”, mas eu considero. Você me deixa desconfortável até o enésimo grau. Para o seu bem, espero que obtenha ajuda profissional que necessita, ou que consiga descansar em paz. Pelo meu bem, espero que você finalmente entenda: PARE DE ME STALKEAR.

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