O verdadeiro significado de ficar “na margem”

[Você pode ler esse texto ao som de Alessia Cara – Here]

Esses dias aprendi um termo interessante, “ficar na margem”, basicamente é quando a pessoa cria barreiras entre si e os outros em um esforço para evitar a intimidade emocional. Não é preciso um sexto sentido para intuir que, se uma pessoa está em um relacionamento (independente do momento ruim ou do quanto ela expressa o quanto deseja terminar), ela não estará emocionalmente disponível.

Já falei aqui em outro texto sobre se envolver com pessoas indisponíveis, mas de onde vem a incapacidade de comprometer? Por que às vezes fugimos antes da possibilidade de iniciar um relacionamento estável? Pode ser o  medo do abandono ou invasão que escondem esse problema.

O medo do compromisso é nada menos que o medo do que o amor implica, o desafio que nos impõe. Geralmente, se a mulher reclama de falta de compromisso, o homem protesta porque se sente pressionado. Essa queixa sobre a falta de envolvimento se deve, na maioria dos casos, ao medo do abandono. E a resistência à rendição responde, em geral, ao medo de ser invadido.

Durante nove anos me envolvi inúmeras vezes com uma pessoa que claramente não estava disposta a abrir espaço pra mim em sua vida, mas diferente de alguns casos em que esse fato fica bem claro, ele parecia realmente se importar comigo e gostar de mim. Não posso dizer o que ele sentia ou sente em relação a minha pessoa, mas aprendi que se algo não mudou durante esse período é porque eu deveria ter encerrado há muito tempo.

A frase “emocionalmente indisponível” ou “estar na margem” pode soar como uma desculpa desdenhosa por não querer estar em um relacionamento, seja ele de qualquer nível. Como uma maneira de dizer “não é você, sou eu” ou “sou ruim em relacionamentos”. Mas, embora seja um tanto vago, a indisponibilidade emocional pode ser uma razão válida para algumas pessoas temerem o compromisso e não terem vulnerabilidade nos relacionamentos. Estar emocionalmente indisponível basicamente significa ficar de guarda levantada, por medo do que acontecerá depois de se tornar íntimo e vulnerável com alguém.

Posso falar que, como resquício de relacionamentos passados, tenho problemas de confiança. Por exemplo, muitas vezes tento parecer mais dura do que sou, ou evito falar sobre o sinto e reprimo tudo, se eu gosto de alguém é bem provável que essa pessoa NUNCA fique sabendo.

A única certeza que tenho é que quando eu for me envolver com alguém, essa pessoa vai ter que ser paciente comigo, pois vai levar algum tempo para eu desenvolver confiança e romper as barreiras. Não sei se meu próximo relacionamento vai dar certo ou não, o que sei é que a pessoa que  realmente se importar vai ser paciente e permitir que me sinta realmente confortável e seguro com ela.

Se uma pessoa não está disposta a estar emocionalmente disponível para você, você pode não ter escolha se não cortar o relacionamento. Porque uma coisa que aprendi do jeito mais difícil, é que você não pode forçar ninguém a ser alguém que não é. Se quer estar perto de uma pessoa emocionalmente aberta, você pode simplesmente procurar por esse tipo de pessoa.

 

 

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