Como saber se ELA está a fim?

Todo auto descobrimento chega carregado de dúvidas, não importa se você é homossexual, bissexual ou apenas curiosas. Uma das dúvidas mais frequentes é: “Como saber se ela está a fim de mim?”.

Como eu não tenho a resposta resolvi consultar algumas amigas que mais do que simplesmente curtirem o mesmo sexo, curtem o ser humano independente da sua forma. Por mais que seja difícil aplicar uma regra geral para descobrir o que de fato as mulheres querem (se para os homens já é difícil nos entender, imagine pra nós mesmas), existem sinais que tornam essa tarefa menos complicada.

Gabriela Torrezani (bissexual assumidíssima, e casada com uma mulher)   

“Às vezes uma garota heterossexual pode parecer estar dando mole pra você mas ela não está, porque, enfim, ela não tem o interesse. Muitas vezes tentamos algo com alguém de orientação sexual oposta e vamos levar um fora – o importante é saber ouvir o não e nunca ser agressivo para jamais magoar a pessoa, isso vale também pros homens que chegam nas mulheres e não sabem lidar com rejeição!.

A garota aceitar ir pra pista dançar com você também é uma dica de que está afim. A minha namorada sempre diz que ela sabia desde o começo que eu estava muito interessada nela porque, quando conversávamos, eu não conseguia parar de olhar pros lábios dela, Juro que não fazia de propósito e claro que isso é uma ação pessoal, mas pode ser mais uma pista.”

Outra situação bastante comum de acontecer é se interessar por uma garota que se considera hétero, mas que dá indícios de estar interessada, nesse caso as possibilidades são imensas. Ela pode realmente estar afim de você, pode estar só sendo legal (o que é muito fácil de confundir), ou pode estar atrás de uma nova experiência. Com a Gabi aconteceu assim:

“Uma vez eu fiquei afim de uma amiga de anos. Sempre fomos próximas, ela sabia que eu era bi e eu sabia que ela era hétero. Estávamos há alguns meses sem nos ver, e quando nos encontramos tudo foi muito legal e voltamos a conversar bastante pela internet. Nessas conversas, falávamos das coisas que tínhamos em comum, ela me contava dos casos dela com garotos e eu contava dos meus com garotas. De uma hora pra outra ela começou a parecer muito interessada nesses meus casos com garotas, e perguntar detalhes que ela nunca havia perguntado antes. Já achei isso meio estranho. Ela soltava umas indiretas leves, que me confundiam muito. Eu não sabia se ela estava mesmo afim ou se só estava sendo minha amiga íntima, como sempre. Me mandava mensagem de texto o dia todo, me ligava pra conversarmos toda noite. Um dia saímos, dormi na casa dela e não rolou nada – fizemos nosso rolê de amigas, como sempre. Mas eu comecei a achar que os toques estavam um pouco mais frequentes – o que também é ambíguo, já que eu sempre fui muito próxima das amigas, sempre nos abraçamos e etc. No dia seguinte saímos de novo, bebemos, e aí ela me abordou e ficamos. Foi muito legal. Ficamos juntas por uns meses numa relação de namoradas-melhores-amigas. Depois não deu certo, e ela hoje se considera bissexual. Mas ela poderia continuar sendo hétero, porque uma experiência não determina orientação sexual.”

Thaís (namorou a Ná que sempre se considerou hétero e nunca teve interesse em mulheres)

A Thais namorou a Ná, que antes de ficar com ela sempre se considerou heterossexual e nunca teve interesse em mulher. Com elas a relação começou com amizade e foi evoluindo de um jeito que mal esperavam. Pra Thais as coisas nunca foram  simples, identificar se a menina estava afim ou não, nunca foi a tarefa mais fácil do mundo, isso porque ela não sabia diferenciar. Sempre que se envolvia com alguém eram amigas e segundo ela, nunca precisou chegar em uma mulher.

“Com a Ná por exemplo foi basicamente isso, tínhamos uma amiga em comum, nos vimos em uma festa, mas nem prestamos atenção uma na outra, e no dia seguinte a Na me add no face. Conversamos aproximadamente 1 mês, inicialmente pelo Facebook, trocamos celular, mas nada demais, conversas do dia-a-dia. Quando trocamos o número de celular, as mensagens ficaram mais íntimas, rolava um “bom dia”, começou a rolar um “boa noite”, e ate que um dia eu cheguei pra ela e disse que tinha alguma coisa estranha, porque a gente se falava sempre, e eu comecei a sentir falta quando a gente não se falava, e ela concordou comigo. Marcamos de sair, mas foi uma coisa muito estranha, eu sou absolutamente tímida, e a Na é de um jeito mais simpática. Ficamos horas olhando o lago do Ibirapuera sem conversar, quando eu falava, era pra contar das minhas aventuras pelo mundo, e a Na só sabia dizer que eu era louca. Fomos ao cinema, e ela pegou na minha mão, só então rolou um beijo, mas em nenhum momento foi algo como “eu estou afim de você”, foi a intimidade que meses de conversa fizeram aquilo acontecer, aquele momento.”

Uma conversa de amigas existe uma intimidade mais leal. Quando rola um flerte, não existe a cumplicidade, existe a conquista

Assim como os homens, também tem mulheres que só querem saber de pegação. Dizer que as mulheres só se envolvem por causa do sentimento é bobagem. Mas uma coisa que não muda é o fato da mulher gostar de ser conquistada. Uma dica é prestar atenção se ela fala que já foi cantada por mulher, isso pode ser um teste só pra ver sua reação.

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