Leonardo Sierra relembra seu trabalho na TV Cruj

Eram 14h00 de uma tarde quente de quinta-feira em São Paulo. Ao invés de ser recebida pelo meu entrevistado, abri as portas do meu apartamento para o intérprete do Chiclé, que povoou os sonhos e fez a alegria de uma geração na infantil “TV Cruj” quando tinha 10 anos de idade.

Me surpreendendo logo de cara com a barba do garotinho que fez parte da minha infância, fui presenteada com uma máscara da Bat-Girl, um gesto atencioso do Leonardo, que fez uma pausa no trabalho em pleno horário comercial e  se deslocou até o “fim do mundo” para conversar com uma repórter nada convencional.

Sem saber exatamente o que lhe seria perguntado, aproveitamos o “coma” da minha câmera fotográfica para relembrar a reunião de elenco no The Noite“Eles montaram o cenário igualzinho no programa”, falou sorridente. Mas nem tudo foi dito naquela entrevista,  coisas como o por que deixou de trabalhar como ator, mesmo tendo pais que vieram do teatro e um histórico em novelas, o relacionamento aberto que mantém com sua namorada de longa data e sua recente viagem para visitar o amigo Diego Ramiro, o Caju da TV Cruj, foram assuntos falados durante às quase três horas de conversa com bolo e suco de maracujá.

Antes de mais nada,  se você não conhece a TV Cruj, ou não é da sua época CLIQUE AQUI antes de continuar nessa matéria.

“As pessoas são amigas pelo que elas são. As pessoas tem interesses em comum, e era que eu fazia me aproximava de pessoas que eu gostava”.

Leonardo Sierra – Foto reprodução Facebook

Família, amigos e pós Cruj 

Leonardo Sierra, teve uma infância incomum. Trocou muito de escola, quase não tinha tempo para os amigos mas pra ele a brincadeira começava mesmo no estúdio para gravar o programa. Quando perguntado se as crianças se aproximavam dele pela fama, foi categórico: “Faz parte de mim ser o ator, então qualquer amigo que eu tenha também é meu amigo por eu ser ator. As pessoas são amigas pelo que elas são. As pessoas tem interesses em comum, e era que eu fazia me aproximava de pessoas que eu gostava”.

Apesar dos pais terem vindo do teatro, a irmã do Léo não quis seguir o mesmo caminho, ele confidenciou que na época eles não se davam tão bem quanto hoje.

Gente por motivos de pane total no sistema, os vídeos foram gravados no celular (Vlw Bruna por me ajudar nessa). Como ficaram muitooo longos tive dificuldades para subir no Youtube, aí separei em partes. Não me matem okay? Atenciosamente gerência. 

Para o Léo a parte negativa da fama está no fato das pessoas te admirarem por quem você não é. “A fama são as pessoas gritando. Eu ficava um pouquinho desconfortável.” Apesar disto ele garante nunca ter destratado nenhum fã, pelo contrário sempre se mostrou muito receptivo. Mesmo quando era obrigado a sair correndo, ou era arranhado. Em suas lembranças não existe nenhuma situação em que ficou bravo com um fã. A prova de que o jeito turrão ficava somente no personagem.

“Humanas e exatas parecem ser coisas opostas, mas a gente é uma mistura”. 

Quando perguntado por que escolheu engenharia, o brilho no olhar foi imediato ao me explicar que engenharia é tudo. Apesar de gostar de ser ator, não se sentia pertencendo aquele lugar. É evidente pra mim enquanto fala sobre a TV Cruj a nostalgia, empolgação, mas vou confessar caro leitor que é a primeira vez que ouvi alguém falar com tanto tesão sobre engenharia mecatrônica. “Exatas não é só conta,  não é só matemática. Exatas é a parte mais racional da coisa, é lógica. E é bom você sendo de humanas ter lógica. É bom você ter o controle das coisas que você ta fazendo”.

Vida Amorosa

“Você não tem só um amigo, por que você acha que nesse quesito da vida amorosa, uma só pessoa ia te satisfazer?”

Leonardo Sierra – Foto reprodução Facebook

Pra quem pensa que ter sido ator é sinônimo de “carteirada” na vida amorosa, engana-se redondamente. Apesar de super extrovertido ao falar, ele garante ser extremamente tímido quando o assunto é pegar mulher. Até hoje não encontrou uma explicação pra isso, tentou de tudo. Diferente dos amigos que sempre pegavam geral ele diz que até hoje é muito ruim nisso.

Morando junto há 3 anos e meio com sua “namorida”, abrir o relacionamento antes monogâmico não foi algo fácil. Por nunca ter sido um pegador o primeiro ano foi bem difícil. “Você não tem só um amigo, por que você acha que nesse quesito da vida amorosa, uma só pessoa ia te satisfazer? Um amigo fez uma pesquisa, não sei o número exato mas 79% das pessoas traem, seja pelo motivo que for e isso não é normal. O casamento é instituição, séculos atrás era por interesse, o mundo mudou. Hoje as pessoas estão em relacionamentos em que elas querem estar, a gente está fazendo uma transição”.

Mesmo com a barreira inicial em aceitar o novo aspecto na relação, não se arrepende: “Hoje o que eu tenho é incrível”, afirma. Leonardo gosta de reforçar que apesar de ter um relacionamento aberto não sai por aí ficando com todo mundo, e que é muito ruim MESMO em pegar mulher. Até porque relacionamento aberto não é sinônimo de sair pegando geral. Outra característica dele é se apaixonar de verdade quando resolve se envolver com alguém.

“A pergunta que não quer calar: o que a porra de um engenheiro mecatrônico faz? “

Sim meus amigos, leiga nessa matéria meti logo essa pergunta. Afinal de contas, depois de ver tanta empolgação sobre o assunto precisava entender o que exatamente ele fazia. “A engenharia de maneira geral, prepara você para resolver qualquer problema.”

Sim gente, ele sabe trocar tomada e chuveiro. “Tudo que é eletrônico e que serve pra alguma coisa tem a ver com mecatrônica. A mecatrônica é mais a ver com o controle das coisas e automatizar as coisas”.

Do Cruj pra cá o ex-ator mirim, hoje engenheiro, já foi até professor. Tanta bagagem parece bastante para seus poucos 30 anos de idade e em meio a um bate volta pra Curitiba na casa do amigo Diego Ramiro, um dia antes da nossa conversa, para realizar um projeto de Escape Box , rodar um sistema na empresa em que é dono e diversos outros afazeres. Deixou escapar que a entrevista parecia a desculpa perfeita pra dar um tempo e esfriar a cabeça.

Diego Ramiro e Leonardo Sierra Escape Box

Diego foi a referência do que é ter um irmão para o Léo, laço que está mais forte do que nunca com os anos. Mesmo quando passam séculos sem se ver, a cada reencontro parece que o tempo não passou, coisas que só amigos de verdade conseguem entender. Não era só o Chiclé que idolatrava o Caju, o que Léo sente por Ramiro, nas palavras dele é 100x maior.

Apesar do Cruj ter ficado no ar por muitos anos, é pouco o material que encontramos no Youtube sobre o programa, nas buscas o que aparece primeiro é a recente invasão do elenco no programa do Danilo Gentili.

A entrevista foi terminando e ficamos ali assistindo o  Brasil Meal Time, canal do Léo com seu amigo. Onde basicamente ele fazia comidas em tamanho família e comia de forma ogra. Devo dizer que não foi fácil assistir o temaki feito em um cone de trânsito. Senti inveja? Óbvio.

Agora ele se dedica somente a sua empresa e a outros projetos que nada tem a ver com o meio artístico. Mas como pessoa inquieta que é, não duvido nada que em breve teremos notícias dele por aí.

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2 Comentários

  1. Bitcoin tradicionalmente relacionam-se a grupo digitais de dinheiro. Ela existe exclusivamente em formato virtual. Apesar de sua real trocados por produtos, servicos ou convencionais financas.
    Bitcoin especifico. Ela nao funcionando com as atividades dos bancos, nao tem material aparencia, e desde o inicio criada desregulada e descentralizada.
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