A falta de esforço envenena relacionamentos

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Estava assistindo o filme “Divã” da talentosa Lilia Cabral (não assisti o filme inteiro porque tava passando Are You The One e era o último episódio), e algo que a protagonista disse me chamou atenção, ela falava ao terapeuta sobre seu casamento, e conforme ia descrevendo o relacionamento disse que o marido a olhava com “olhos de mesmice”.

E a cena ia continuando, e a personagem confidenciando a uma amiga sobre como as coisas estavam sexualmente mornas na cama. E claro, como toda amiga bem intencionada aconselhando: “faça algo diferente, é você que tem que inovar”. Me chamou atenção que a responsabilidade de apimentar as coisas tem que ser sempre da mulher, a obrigatoriedade de levar novidades para a cama tem que ser sempre nossa.

Me senti frustrada com isso, lembrando de quantas lingeries ao longo da vida já comprei, quantos produtinhos testei pra ser a pessoa que tenta, de alguma forma, manter a chama acessa.

Mas e o homem? Será que eles pensam que é só comer a mulher bem comido que ta tudo certo? Só isso, e o trabalho deles tá pronto? Será que eles acham que é só colocar de ladinho ou de quatro, ao invés da posição de sempre, que tá beleza?

Esse texto, à principio, era pra falar de rotina, mas sabe eu quero mesmo é falar de SEXO. Me ocorreu que a “novidade” não tem que acontecer só quando o pau tá lá dentro, tem que acontecer no flerte, na sedução, na preliminar, nas pequenas surpresas do dia-a-dia. 

Nos acostumamos a satisfazer nossos desejos na mão mesmo. Assistir um pornô, é mais fácil do que gastar tanto tempo só pra descolar uma foda, não é mesmo? Só que entramos no modo automático, e deixamos de nos importar. Como resultado o sexo vira mais do mesmo.

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Aí começam a surgir as comparações: “ah mas ela não é tão gostosa quanto a do filme”, “ah, mas meu namorado não me joga na parede desse jeito”, “minha namorada não fica meia hora só me chupando”, “meu namorado não explora meu corpo desse jeito”. E por fim, começamos a acreditar que o problema somos nós, tentando encontrar motivos que justifiquem a falta de interesse do outro.

Confesso que, se alguém me olha na rua ou diz que sou bonita eu fico internamente feliz. Faz bem saber que atraímos olhares, mesmo de pessoas que não temos a mínima intenção de atrair.

O que me lembra de outra parte do filme, quando o marido da personagem falava que ela só sabia reclamar e não elogiava mais ele. Que no começo do casamento, ela dizia o quanto ele tinha pernas e um bumbum bonitos.

Assim como gostamos de nos sentir apreciadas, nossos parceiros também gostam, e se não for por nós será por outra pessoa.

Em determinado momento do filme, o casal principal começa a ter um caso. Primeiro o marido, ela ciente, não se importou. Sequer conseguiu culpá-lo, acabou embarcando também em uma “aventura”, que no fim custou seu casamento. Se separam sem brigas, ela tentando entender onde ambos se perderam e ele argumentando que o fim era inevitável.

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Era mesmo?

Será que tudo na vida precisa ser levado nas coxas antes que as pessoas percebam que, a felicidade está bem ali ao lado?

Eu não escrevi esse texto pra mandar você regar seu jardim, cultivar tuas flores e essa porra que todo mundo fala.

Vou apenas deixar uma pergunta: Qual foi a última vez que você surpreendeu quem está ao seu lado?

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